Faltam 2 meses para a Reforma Tributária: como se preparar para destacar IBS/CBS em 2026?

Faltam 2 meses para a Reforma Tributária: como se preparar para destacar IBS/CBS em 2026?

Com a proximidade da Reforma Tributária, a revisão cadastral e a classificação de cClassTrib surgem como os maiores desafios para as empresas que precisam se adequar até o fim de 2025. A transição para o novo modelo tributário será gradual e deve ser concluída apenas em 2033.

Entretanto, a partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas enquadradas nos regimes de lucro real e lucro presumido já terão de destacar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais, além de cumprir todas as obrigações acessórias relacionadas.

A nova legislação oferece um incentivo importante: quem cumprir corretamente as obrigações acessórias ficará dispensado do recolhimento desses tributos durante o primeiro ano de vigência. Por outro lado, as empresas que não se adaptarem a tempo precisarão recolher IBS e CBS já em 2026 — o que pode gerar um impacto de até 1% na receita anual e até interromper o faturamento, caso ocorram falhas na emissão de notas fiscais.

O desafio da classificação tributária

Para garantir conformidade, será necessário classificar corretamente todos os produtos e operações conforme o Código de Situação Tributária (CST) e o Código de Classificação Tributária (cClassTrib) criados pela Reforma. Essa exigência se aplica diretamente às notas fiscais e, embora pareça simples, envolve grande complexidade.

Mesmo com a alíquota inicial combinada de 1%, muitos produtos contam com benefícios e reduções específicas, vinculados a diferentes cClassTrib. No comércio, por exemplo, isso pode exigir a revisão de dezenas de milhares de itens — um trabalho detalhado, técnico e com prazo apertado, considerando que os profissionais fiscais e contábeis têm apenas dois meses para compreender a nova legislação, ajustar cadastros e continuar atendendo suas rotinas diárias.

O erro que pode sair caro

O engano mais comum entre contadores e analistas fiscais até o momento tem sido classificar produtos apenas com base na NCM. A Lei Complementar nº 214/2025 apresenta uma lista de NCMs com reduções de base de cálculo, mas nem todos os itens dentro de um mesmo código NCM recebem o mesmo benefício.

Por exemplo: a lei concede isenção total (100%) para absorventes classificados no código NCM 9619.00.00, associados ao cClassTrib 200013. No entanto, o mesmo NCM inclui fraldas infantis, que possuem apenas redução de 60%, vinculada ao cClassTrib 200035.
Ou seja, quem se basear apenas na NCM pode acabar cometendo erros de classificação, descumprindo obrigações acessórias e sendo obrigado a recolher os novos tributos já em 2026 — além de correr o risco de bloquear as emissões de notas fiscais e o faturamento.

A tecnologia como aliada

Diante da complexidade e da urgência desse processo, a inteligência artificial se apresenta como uma ferramenta estratégica para acelerar a adequação.

O SOS Reforma foi desenvolvido especialmente para apoiar contadores, tributaristas e profissionais fiscais nesse período de transição. A plataforma utiliza IA treinada com base na Lei Complementar 214/2025, já aplicada por centenas de especialistas para classificar milhões de produtos e operações, com resultados validados por referências do setor.

O funcionamento é simples: basta enviar um arquivo SPED ou um lote de notas fiscais, e em poucos minutos o sistema retorna o CST e cClassTrib corretos para cada item, acompanhados da fundamentação jurídica baseada na legislação.
Depois disso, o profissional pode enviar o relatório ao cliente, garantindo que as notas fiscais passem a destacar corretamente IBS e CBS, evitando multas e falhas no faturamento.